{"id":1200,"date":"2024-10-29T18:58:20","date_gmt":"2024-10-29T18:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/belfante\/?p=1200"},"modified":"2024-12-03T20:20:39","modified_gmt":"2024-12-03T20:20:39","slug":"colorado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/belfante\/colorado\/","title":{"rendered":"Colorado"},"content":{"rendered":"<p data-sourcepos=\"19:1-19:365\">\u201cPode entrar!\u201d.<br \/>\nDonald, um historiador consagrado, constr\u00f3i uma tabela detalhada de seu novo trabalho.<br \/>\nSentado em sua escrivaninha, realiza seu ato matutino e cotidiano de atualiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201c\u00c9 preciso tabelar para fazer a organiza\u00e7\u00e3o trabalhar por si\u201d, j\u00e1 dizia \u201cA Cerca da Produtividade\u201d, seu livro de cabeceira.<br \/>\n\u201cT\u00f4 entrando!\u201d.<br \/>\nSua sogra entra no c\u00f4modo junto com um prato de manga fatiada, seu jeito carinhoso de dizer bom-dia.<br \/>\n\u201cVai uma manguinha a\u00ed?\u201d.<br \/>\nDonald olha a senhora de meia idade com seu sobretudo branco e um cinto rosa que segura a vestimenta junto ao corpo.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 Natal, mas se lembrou de mistletoe.<br \/>\nA senhora, com tra\u00e7os hisp\u00e2nicos, n\u00e3o tem estribos quando o assunto \u00e9 sedu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nJ\u00e1 foi casada in\u00fameras vezes. Desde que entrou para a fam\u00edlia, h\u00e1 dez anos, Donald j\u00e1 acompanhou dois de seus casamentos.<br \/>\nO primeiro, um piloto de AirBus comercial e internacional. Mais jovem, por\u00e9m aparentava uma calv\u00edcie que tece a meia-idade. Donald gostava dele, patrocinou diversas viagens a trabalho na qual saiam de seu bolso os custos.<br \/>\nO segundo, um presidente de um clube campestre da cidade. Embora seja chato, nunca foi tedioso. Talvez tenha sido o casamento mais divertido, daqueles que se pede bis.<br \/>\nMas para se repetir, tem que se separar e se casar de novo. \u201cPor isso n\u00e3o confio em casamentos t\u00e3o divertidos\u201d: essa frase saiu da boca de Donald no dia da assinatura do div\u00f3rcio.<br \/>\nRessalto que, mesmo concebendo um aspecto comportamental um tanto ventoso e eg\u00f3ico, Donald tem muita fibra e estima pelo seu casamento, embora o matrim\u00f4nio esteja em ru\u00ednas. Um grande felino trancafiado numa grade? Sim, mas pensa na porcentagem de poder e beleza que a sua uni\u00e3o lhe d\u00e1.<br \/>\n\u201cVai uma manguinha sim, obrigado, Lady Burb\u201d.<br \/>\nA sogra deixa o prato em cima da escrivaninha, tentando enxergar o estudo que est\u00e1 sendo feito. Consegue ver, mas n\u00e3o entender. Se encaminha para um pequeno espelho na prontid\u00e3o de dar retoque no batom que combina com a cor do cinto em sua cintura.<br \/>\nDonald olha para a sogra com o canto dos olhos. J\u00e1 faz anos que ela tenta o enfeiti\u00e7ar, o escoltando e espreitando, num grau de causar suspiros de censura.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea vem de baterias de estudo incans\u00e1veis, meu jovem. Est\u00e1 na hora de dar uma espairecida, quem sabe dar uma caminhada no gramado ou conferir as uvas da pr\u00f3xima safra. Trancafiar-se aqui pelas manh\u00e3s \u00e9 como esperar a morte, est\u00e1 um dia lindo l\u00e1 fora\u201d.<br \/>\nDonald confere o rel\u00f3gio de pulso e v\u00ea o quanto o estudo consumiu do seu tempo sem perceber.<br \/>\n\u201cLidar com a vida e a morte est\u00e1 acima dos meus cuidados, Lady Burb\u201d.<br \/>\nA sogra lhe olha com o batom refeito, parecendo uma boneca, fechando a tampa do batom, obstinada a tirar Donald do ambiente de trabalho.<br \/>\n\u201cTer que acreditar nisso \u00e9 desistir da vida, meu jovem. A vida est\u00e1 forrada de escolhas entre vida e morte. Voc\u00ea mudou muito nesses \u00faltimos meses sem minha filha aqui\u201d.<br \/>\nDonald recolhe as folhas que ser\u00e3o reconfiguradas agora no computador.<br \/>\n\u201cEu lembro de voc\u00ea bem novinho, Donald. Cantava de galo aqui na vin\u00edcola todo final de semana atr\u00e1s da minha filha. Vinha com seu skate, sem camisa, pulava na piscina, pedia uma tanga emprestada porque a cueca molhava. Voc\u00ea era outra pessoa\u201d.<br \/>\nA co\u00e7ada na papada que come\u00e7a a aparecer pelos quilos a mais demonstra nervosismo.<br \/>\n\u201cComo eu era, Lady Burb? Eu continuo a mesma pessoa\u201d.<br \/>\nA sogra ri mostrando dentes afiados de piranha.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea era agitado, meu jovem. Voc\u00ea vibrava como um de menino do Rio, mesmo n\u00e3o tendo como surfar por aqui. Aproveitava ao m\u00e1ximo as pequenas coisas. Agora fala como se n\u00e3o conseguisse controlar a vida, quem dir\u00e1 a morte, ent\u00e3o\u201d.<br \/>\nDonald passa a m\u00e3o na narina como se o passado lhe rondasse nas mem\u00f3rias.<br \/>\n\u201cLembro quando descobriu o montanhismo, ficava de cabe\u00e7a para baixo naquela corda, preso naquele cinto que parecia ceder a qualquer momento. Quando voc\u00ea coloca a vida em risco, ali voc\u00ea aprende a viver\u201d.<br \/>\nAcessa no computador o tradutor para o e-mail em italiano que ir\u00e1 enviar.<br \/>\n\u201cEu estava germinando ainda, Lady Burb. Era uma crian\u00e7a, ainda estava na chupeta\u201d.<br \/>\nA sogra apoia os bra\u00e7os na mesa, fazendo o sobretudo abrir um tanto, consumindo a aten\u00e7\u00e3o de Donald.<br \/>\n\u201cS\u00f3 se fosse an\u00e3o, porque crian\u00e7a voc\u00ea n\u00e3o era. Voc\u00ea n\u00e3o era assim, amargo como catal\u00f4nia. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do homem que j\u00e1 vi\u201d.<br \/>\nDonald fecha o computador port\u00e1til, louco, com as orelhas vermelhas.<br \/>\n\u201cDesculpa a saraivada, meu jovem. Mas n\u00e3o aguento ver voc\u00ea como um adorno dentro desse escrit\u00f3rio. Voc\u00ea tem que aceitar que est\u00e1 separado\u201d.<br \/>\nDonald levanta arrastando a cadeira para tr\u00e1s. D\u00e1 de ombros na inten\u00e7\u00e3o de segar a conversa, tentando desvencilhar-se da facada cheia de veneno que a pr\u00f3pria sogra tenta apostar.<br \/>\n\u201cPara de arte, Lady Burb. Ela vai voltar\u201d.<br \/>\nA senhora levanta o dorso e coloca as m\u00e3os no quadril.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea est\u00e1 usando seus estudos como bengala para n\u00e3o seguir em frente. Voc\u00ea ainda pode morar aqui comigo. N\u00f3s temos uma amizade, n\u00e3o temos?\u201d.<br \/>\nDonald pega a x\u00edcara apoiada num pires de porcelana bonito e toma o restante do caf\u00e9 j\u00e1 frio.<br \/>\n\u201cFique o quanto quiser, coma a vontade. Estamos no Colorado, meu jovem, aproveite. Saiba que ela n\u00e3o ir\u00e1 voltar, voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 aquele menino cheio de acnes para acreditar que o ocorrido meses atr\u00e1s n\u00e3o se trata de uma despedida\u201d.<br \/>\nDonald se aproxima de Lady Burb, mas n\u00e3o consegue falar.<br \/>\n\u201cDo jeito que voc\u00ea est\u00e1, meu jovem, voc\u00ea n\u00e3o consegue diferenciar o pedreiro do arquiteto. Eu estou encorajada em fazer voc\u00ea voltar a ser o homem que era\u201d.<br \/>\nO rubor no rosto de Donald come\u00e7a a sobressair com o limiar do perigo. Lady Burb \u00e9 agente do caos, derramadora de batas sociais.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea vai murchar aqui dentro, meu jovem\u201d.<br \/>\nLady Burb se aproxima mais, fazendo as mol\u00e9culas de Donald se chocarem em seu infinito particular.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea prefere ficar aqui nesse cubo ou conhecer o Hawaii? Ser\u00e1 que voc\u00ea consegue diferenciar esses opostos?\u201d.<br \/>\nLady Burb acaricia o p\u00eanis de Donald por cima da cal\u00e7a.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea consegue entender, meu jovem? Ou vai murchar de vez?\u201d.<br \/>\nO beijo voraz faz o cinto do sobretudo estourar, revelando nudez.<br \/>\nDonald joga o que estava em cima da mesa no ch\u00e3o, colocando a sogra em posi\u00e7\u00e3o de frango assado, repousando a cabe\u00e7a dela em cima do grampeador.<br \/>\nDonald a toca como se fosse um piano, alto, com a batuta em m\u00e3os, regendo uma orquestra de impulsividades que j\u00e1 foram sua companhia em fantasias de crimes ad\u00falteros em seu banheiro.<br \/>\nEst\u00e1 realizando os pensamentos que sempre tiveram vez e que nunca deixou vir para a realidade.<br \/>\nConcretizando desejos imposs\u00edveis como um eletricista iluminando a Torre Eiffel.<br \/>\n\u201cFoda-me, Donald. Foda-me como se fosse fazer hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPode entrar!\u201d. Donald, um historiador consagrado, constr\u00f3i uma tabela detalhada de seu novo trabalho. Sentado em sua escrivaninha, realiza seu ato matutino e cotidiano de atualiza\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso tabelar para fazer a organiza\u00e7\u00e3o trabalhar por si\u201d, j\u00e1 dizia \u201cA Cerca da Produtividade\u201d, seu livro de cabeceira. \u201cT\u00f4 entrando!\u201d. Sua sogra entra no c\u00f4modo junto com um prato de manga fatiada, seu jeito carinhoso de dizer bom-dia. \u201cVai uma manguinha a\u00ed?\u201d. Donald olha a senhora de meia idade com seu sobretudo branco e um cinto rosa que segura a vestimenta junto ao corpo. N\u00e3o \u00e9 Natal, mas se lembrou de mistletoe. A senhora, com tra\u00e7os hisp\u00e2nicos, n\u00e3o tem estribos quando o assunto \u00e9 sedu\u00e7\u00e3o. J\u00e1 foi casada in\u00fameras vezes. Desde que entrou para a fam\u00edlia, h\u00e1 dez anos, Donald j\u00e1 acompanhou dois de seus casamentos. O primeiro, um piloto de AirBus comercial e internacional. Mais jovem, por\u00e9m aparentava uma calv\u00edcie que tece a meia-idade. Donald gostava dele, patrocinou diversas viagens a trabalho na qual saiam de seu bolso os custos. O segundo, um presidente de um clube campestre da cidade. Embora seja chato, nunca foi tedioso. Talvez tenha sido o casamento mais divertido, daqueles que se pede bis. Mas para se repetir, tem que se separar e se casar de novo. \u201cPor isso n\u00e3o confio em casamentos t\u00e3o divertidos\u201d: essa frase saiu da boca de Donald no dia da assinatura do div\u00f3rcio. Ressalto que, mesmo concebendo um aspecto comportamental um tanto ventoso e eg\u00f3ico, Donald tem muita fibra e estima pelo seu casamento, embora o matrim\u00f4nio esteja em ru\u00ednas. Um grande felino trancafiado numa grade? Sim, mas pensa na porcentagem de poder e beleza que a sua uni\u00e3o lhe d\u00e1. \u201cVai uma manguinha sim, obrigado, Lady Burb\u201d. A sogra deixa o prato em cima da escrivaninha, tentando enxergar o estudo que est\u00e1 sendo feito. Consegue ver, mas n\u00e3o entender. Se encaminha para um pequeno espelho na prontid\u00e3o de dar retoque no batom que combina com a cor do cinto em sua cintura. Donald olha para a sogra com o canto dos olhos. J\u00e1 faz anos que ela tenta o enfeiti\u00e7ar, o escoltando e espreitando, num grau de causar suspiros de censura. \u201cVoc\u00ea vem de baterias de estudo incans\u00e1veis, meu jovem. Est\u00e1 na hora de dar uma espairecida, quem sabe dar uma caminhada no gramado ou conferir as uvas da pr\u00f3xima safra. Trancafiar-se aqui pelas manh\u00e3s \u00e9 como esperar a morte, est\u00e1 um dia lindo l\u00e1 fora\u201d. 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A sogra apoia os bra\u00e7os na mesa, fazendo o sobretudo abrir um tanto, consumindo a aten\u00e7\u00e3o de Donald. \u201cS\u00f3 se fosse an\u00e3o, porque crian\u00e7a voc\u00ea n\u00e3o era. Voc\u00ea n\u00e3o era assim, amargo como catal\u00f4nia. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do homem que j\u00e1 vi\u201d. Donald fecha o computador port\u00e1til, louco, com as orelhas vermelhas. \u201cDesculpa a saraivada, meu jovem. Mas n\u00e3o aguento ver voc\u00ea como um adorno dentro desse escrit\u00f3rio. Voc\u00ea tem que aceitar que est\u00e1 separado\u201d. Donald levanta arrastando a cadeira para tr\u00e1s. D\u00e1 de ombros na inten\u00e7\u00e3o de segar a conversa, tentando desvencilhar-se da facada cheia de veneno que a pr\u00f3pria sogra tenta apostar. \u201cPara de arte, Lady Burb. Ela vai voltar\u201d. A senhora levanta o dorso e coloca as m\u00e3os no quadril. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 usando seus estudos como bengala para n\u00e3o seguir em frente. Voc\u00ea ainda pode morar aqui comigo. N\u00f3s temos uma amizade, n\u00e3o temos?\u201d. Donald pega a x\u00edcara apoiada num pires de porcelana bonito e toma o restante do caf\u00e9 j\u00e1 frio. \u201cFique o quanto quiser, coma a vontade. Estamos no Colorado, meu jovem, aproveite. Saiba que ela n\u00e3o ir\u00e1 voltar, voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 aquele menino cheio de acnes para acreditar que o ocorrido meses atr\u00e1s n\u00e3o se trata de uma despedida\u201d. Donald se aproxima de Lady Burb, mas n\u00e3o consegue falar. \u201cDo jeito que voc\u00ea est\u00e1, meu jovem, voc\u00ea n\u00e3o consegue diferenciar o pedreiro do arquiteto. Eu estou encorajada em fazer voc\u00ea voltar a ser o homem que era\u201d. O rubor no rosto de Donald come\u00e7a a sobressair com o limiar do perigo. Lady Burb \u00e9 agente do caos, derramadora de batas sociais. \u201cVoc\u00ea vai murchar aqui dentro, meu jovem\u201d. Lady Burb se aproxima mais, fazendo as mol\u00e9culas de Donald se chocarem em seu infinito particular. \u201cVoc\u00ea prefere ficar aqui nesse cubo ou conhecer o Hawaii? Ser\u00e1 que voc\u00ea consegue diferenciar esses opostos?\u201d. 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