{"id":34565,"date":"2016-12-27T18:40:26","date_gmt":"2016-12-27T20:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/2016\/12\/27\/os-rios-que-estao-vivos-em-sao-paulo\/"},"modified":"2016-12-27T18:40:26","modified_gmt":"2016-12-27T20:40:26","slug":"os-rios-que-estao-vivos-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/2016\/12\/27\/os-rios-que-estao-vivos-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Os rios vivos de S\u00e3o Paulo que correm embaixo das ruas e avenidas da cidade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10285\" aria-describedby=\"caption-attachment-10285\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10285\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Rio-sobre-Viadura-Nove-de-Julho-ilustra\u00e7\u00e3o.jpg\" width=\"600\" height=\"503\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10285\" class=\"wp-caption-text\">O artista Fujocka viaja no <a href=\"http:\/\/revistatrip.uol.com.br\/trip\/sao-paulo-e-o-rio\">projeto <\/a>do urbanista Alexandre Delijaicov\u00a0Delijaicov\u00a0e que substitui a 9 de julho pelo antigo c\u00f3rrego Saracura. Uma cidade habitada por pessoas que utilizam os rios como meio de transporte ou fonte de lazer, com piscinas flutuantes, caiaques e at\u00e9 pedalinhos na paisagem. Foto: Fujocka<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Voc\u00ea sabia que existem rios, fontes e c\u00f3rregos que fluem nos subterr\u00e2neos da capital paulistana? Como o do C\u00f3rrego Saracura , que nasce na altura da Avenida \u00a0Paulista,\u00a0corre por baixo da Avenida 9 de Julho e vai at\u00e9 a Pra\u00e7a da Bandeira &#8211; (invis\u00edvel na\u00a0foto\u00a0que ilustra a mat\u00e9ria e a imagem acima de como poderia ser utilizado no projeto do urbanista <\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\">A<\/span><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/revistatrip.uol.com.br\/trip\/sao-paulo-e-o-rio\">lexandre Delijaicov<\/a><\/span><strong><span style=\"color: #000000;\">, arquiteto e urbanista da USP, de uma S\u00e3o Paulo fluvial). <\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Mesmo caminho que vai o C\u00f3rrego do Bixiga, que atravessa o bairro da\u00a0Bela Vista e passa embaixo da C\u00e2mara Municipal. E o Itoror\u00f3, que\u00a0 sai da\u00a0parte alta da Avenida 23 de Maio. <\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Confira, ent\u00e3o, a \u00a0reportagem sobre este importante tema da premiada jornalista <span style=\"color: #003300;\"><a style=\"color: #003300;\" href=\"http:\/\/www.portaldosjornalistas.com.br\/jornalista\/monica-tarantino\">Monica Tarantino<\/a><\/span>, especializada na \u00e1rea de Sa\u00fade, que o\u00a0<span style=\"color: #003300;\"><a style=\"color: #003300;\" href=\"https:\/\/diarioverde.com.br\">Di\u00e1rio Verde<\/a><\/span>\u00a0reproduz, publicada originalmente no portal Brasileiros.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000;\">Aqui passa um rio. E ele est\u00e1 vivo<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000;\">Um movimento de resgate das fontes, c\u00f3rregos e rios ganha for\u00e7a na cidade de S\u00e3o Paulo. Ele se manifesta na forma de a\u00e7\u00f5es que mudam a rela\u00e7\u00e3o dos paulistanos com as \u00e1guas e fazem emergir o desejo de viver numa cidade sustent\u00e1vel<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10238\" aria-describedby=\"caption-attachment-10238\" style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-10238 size-full\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Foto-Bacia-do-Saracura-Bixiga-16.jpg\" width=\"615\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10238\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Lucas Lima\/UOL<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Bacia do Saracura<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Na esquina das ruas\u00a0Dr. Seng com Rocha, no bairro do Bixiga, no centro de S\u00e3o Paulo, alguma coisa est\u00e1 fora da ordem. Sob o nome do logradouro, com a mesma letra, mas com menor destaque, l\u00ea-se: Bacia do rio Saracura. Que rio \u00e9 esse? Bem, a placa \u00e9 apenas um dos sinais do conjunto de iniciativas em torno da \u00e1gua que se espalha pela cidade, em especial depois do colapso h\u00eddrico de 2014.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o a mat\u00e9ria-prima de uma nova narrativa que est\u00e1 nascendo a partir de interven\u00e7\u00f5es de artistas, ge\u00f3grafos, arquitetos, coletivos, organiza\u00e7\u00f5es e simpatizantes de todas as idades. Uma das a\u00e7\u00f5es mais conhecidas s\u00e3o os festivais da Pra\u00e7a Homero Silva, rebatizada de Pra\u00e7a da Nascente, no bairro da Pompeia, na zona oeste de S\u00e3o Paulo, realizados anualmente pelo coletivo Ocupe &amp; Abrace, que re\u00fane moradores e ativistas.<\/p>\n<p>Com m\u00fasica, comida e grande diversidade cultural, o evento deu visibilidade ao movimento que recuperou o local e criou laguinhos com plantas e peixes, aumentou a seguran\u00e7a, a frequ\u00eancia e fez aparecerem, enfim, recursos p\u00fablicos para uma reforma.<\/p>\n<p>A \u00e1gua tamb\u00e9m \u00e9 o alvo de grupos com nomes sugestivos como Aqui Passa um Rio, Rios (In)Vis\u00edveis, NascenteSP,\u00a0 Hortel\u00f5es das Nascentes e Existe \u00c1gua em SP, entre outros, e de blocos carnavalescos, como Peixe Seco e \u00c1gua Preta (segue o percurso do rio hom\u00f4nimo). E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em S\u00e3o Paulo que as \u00e1guas est\u00e3o em evid\u00eancia.<\/p>\n<p>Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife t\u00eam seus movimentos de revitaliza\u00e7\u00e3o dos rios.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 placa da Dr. Seng com a rua Rocha, o adendo n\u00e3o \u00e9 obra do poder p\u00fablico, que evitou sancionar um projeto para agregar esse tipo de dado.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o sobre a Bacia do Saracura chegou ali na forma de um adesivo \u2013 impresso pelos ativistas Luiz de Campos, ge\u00f3grafo, e Jos\u00e9 Bueno, arquiteto\u00a0\u2013\u00a0fixado durante uma expedi\u00e7\u00e3o guiada pela dupla que percorreu a regi\u00e3o em busca de fontes e c\u00f3rregos sob o asfalto.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma \u00e1rea repleta de nascentes que se encontram para formar os c\u00f3rregos Saracura Pequeno e Grande. Eles se unem na altura da Pra\u00e7a 14 Bis e formam o rio Saracura, escondido sob a avenida 9 de Julho\u201d, explica Campos. \u00c9 a tal Bacia do Saracura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<h3><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>FOMOS EDUCADOS\u00a0PARA N\u00c3O VER \u00c1GUA EM S\u00c3O PAULO, MAS EXISTE MUITA \u00c1GUA AQUI \u2013\u00a0LUIZ DE CAMPOS, ge\u00f3grafo, da iniciativa Rios &amp; Ruas<\/em><\/strong><\/span><\/h3>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10240\" aria-describedby=\"caption-attachment-10240\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-10240 size-full\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/01_jose-bueno_luizcampos_sp_e_a_agua_brasileiros_6.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10240\" class=\"wp-caption-text\">EXPEDI\u00c7\u00c3O BEM-SUCEDIDA Jos\u00e9 Bueno e Luiz de Campos acharam a nascente do rio Iquiririm, no Butant\u00e3, durante um passeio para observar o curso dos rios na regi\u00e3o. A an\u00e1lise da \u00e1gua revelou que \u00e9 adequada para peixes e banho \u2013 Foto: Luiza Sigulem<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o falta \u00e1gua em S\u00e3o Paulo, o que falta \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o dela\u201d, assegura o arquiteto Bueno. Em 2010, ele conheceu Campos e ficou muito impressionado com as revela\u00e7\u00f5es sobre a rica rede de rios subterr\u00e2neos da cidade. Bueno, que tamb\u00e9m \u00e9 educador e mestre de aikid\u00f4, viu a\u00ed uma oportunidade para vivenciar o aprendizado e a emo\u00e7\u00e3o em tempo real.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e9rio que S\u00e3o Paulo tem mais de 300 rios escondidos? Rola de ir at\u00e9 um deles?\u201d, perguntou. Campos levou-o para dar uma volta pelos\u00a0arredores do local onde mora, no Butant\u00e3, com a inten\u00e7\u00e3o de acompanhar o trajeto de um pequeno c\u00f3rrego, da nascente \u00e0 foz.<\/p>\n<p>\u201cEstudo o assunto desde 1995, quando ouvi de um colega de faculdade que havia muito mais \u00e1gua aqui do que se podia imaginar. N\u00e3o acreditei e fui pesquisar\u201d, diz o ge\u00f3grafo.<\/p>\n<p>Durante o passeio, Campos foi explicando ao amigo novato que precisava educar o olhar para ver a natureza por baixo do asfalto \u2013 as ruas sinuosas, as vielas, os bueiros, as pequenas matas de taioba que crescem em terreno molhado, ind\u00edcios de um rio coberto.<\/p>\n<p>Num dado momento, o ge\u00f3grafo enfiou a m\u00e3o na terra \u00famida, virou, mexeu e achou um veio do Iquiririm (rio silencioso, em l\u00edngua tupi).<\/p>\n<p>\u201cEncontramos a primeira nascente a 300 metros da minha casa, e depois muitas outras\u201d, conta Bueno. Quatro anos depois, os dois voltaram \u00e0 regi\u00e3o com um mutir\u00e3o para abrir o veio d\u00b4\u00e1gua, plantar em volta, colocar peixes. Com a mudan\u00e7a, sapos e p\u00e1ssaros retornaram ao lugar, que se transformou em uma\u00a0\u00e1rea de piquenique e passeio. \u201cAgora, vamos fazer cal\u00e7adas\u201d, diz Campos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>https:\/\/youtu.be\/-z3Or_Uhnx8<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">S\u00e3o Paulo: podem existir mais de 600 cursos d&#8217;\u00e1gua na cidade\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Em 2010, o arquiteto e o ge\u00f3grafo fundaram a iniciativa Rios &amp; Ruas, que procura religar os paulistanos com as \u00e1guas da cidade e sua hist\u00f3ria promovendo atividades prazerosas. Vale colar adesivo em placa, fazer expedi\u00e7\u00f5es, document\u00e1rios, escava\u00e7\u00f5es de nascentes e at\u00e9 correr \u2013 em 2014, a dupla inventou um circuito de corrida de rua que passa pelas nascentes do rio Ipiranga, pelo centro hist\u00f3rico, Vale do Anhangaba\u00fa e margens do Tiet\u00ea. A prova est\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cFomos educados\u00a0para n\u00e3o ver \u00e1gua em S\u00e3o Paulo, mas existe muita \u00e1gua aqui\u201d, diz Campos. Outro conceito que norteia a dupla \u00e9 a necessidade\u00a0de trazer os rios \u00e0 tona, para serem usufru\u00eddos, e assim mudar o mapa da cidade.<\/p>\n<p>\u201cMas, antes, os rios t\u00eam que ficar limpos na cabe\u00e7a das pessoas\u201d, diz Bueno.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da revitaliza\u00e7\u00e3o das nascentes e dos rios, os defensores das \u00e1guas se empenham em fazer vir \u00e0 tona as informa\u00e7\u00f5es sobre os cursos d\u2019\u00e1gua e as redes de abastecimento e tratamento de esgotos.<\/p>\n<p>\u201cAntes de 2012, quando a prefeitura publicou o primeiro mapa atualizado da rede hidrogr\u00e1fica, n\u00e3o havia nada. A gente desenhava o percurso dos rios a partir de mapas mais antigos e do que via\u201d, conta o ge\u00f3grafo Luiz de Campos. Desse mapa oficial constam 286 cursos d\u2019 \u00e1gua nomeados dentro do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Hoje, por\u00e9m, Campos acredita que podem existir mais de 600 c\u00f3rregos e rios em S\u00e3o Paulo. A necessidade de compartilhar tudo que aprenderam em seis anos de atividade levou Bueno e Campos a se aproximarem de dois artistas especializados na cria\u00e7\u00e3o de ambientes interativos para museus e mostras educativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10243\" aria-describedby=\"caption-attachment-10243\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10243 size-full\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/02_materia_agua_6.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10243\" class=\"wp-caption-text\">LOCALIZA\u00c7\u00c3O PRECISA Os artistas Alexandre Gon\u00e7alves (\u00e0 esq.) e Charles Oliveira usaram recursos multim\u00eddia e mapas oficiais em obra para mostrar rios \u2013 Foto: Luiza Sigulem<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O videoartista Charles Oliveira e o cineasta Alexandre Gon\u00e7alves, do Est\u00fadio Laborg, estavam h\u00e1 mais de um ano juntando fotos, v\u00eddeos, documentos e muitas hist\u00f3rias sobre \u00e1guas que o tempo levou. Bueno e Campos ajudaram a amadurecer a compreens\u00e3o de tantos dados e viraram parceiros da <a href=\"http:\/\/www.sescsp.org.br\/programacao\/102020_RIOS+DESCOBERTOS#\/content=na-midia\">exposi\u00e7\u00e3o Rios Des.Cobertos<\/a>, que foi realizada de setembro a dezembro no Sesc Vila Mariana, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A obra \u00e9 integrada por uma maquete que reproduz em detalhes a geomorfologia da \u00e1rea central da cidade. Sobre ela, que pesa quase 300 quilos, ser\u00e3o projetados v\u00eddeos, mapas e fotos, ao som de depoimentos, hist\u00f3rias, m\u00fasicas.<\/p>\n<p>Nesse clima de imers\u00e3o, o visitante pode ver como os veios d\u2019 \u00e1gua escorrem pelas encostas da avenida Paulista para formar rios canalizados que des\u00e1guam no Tiet\u00ea ou no Pinheiros. Poder\u00e1 tamb\u00e9m se surpreender com a influ\u00eancia das \u00e1guas nos nomes dos bairros.<\/p>\n<p>\u201cIbirapuera quer dizer madeira podre\u201d, conta Charles, que, lendo, descobriu uma infinidade de bicas no centro da cidade. \u201cAlgumas ainda est\u00e3o l\u00e1\u201d, diz.<\/p>\n<p>O cineasta Alexandre tamb\u00e9m ficou tocado pelo trabalho. \u201cProcurando \u00e1gua sob o asfalto, achamos uma cidade com morros, v\u00e1rzeas e cachoeiras que desapareceu junto com os rios, mas come\u00e7a a ser redescoberta\u201d, diz ele. \u201cA metr\u00f3pole \u00e9 uma obra aberta, e tudo o que acontece aqui \u00e9 por vontade das pessoas.\u201d Verdade. E essa vontade muda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<h3><em><span style=\"color: #000000;\"><strong>EM VEZ DE TERMOS 80\u00a0% DE UMIDADE RELATIVA DO AR, O QUE SERIA NORMAL, EM S\u00c3O PAULO AS ILHAS DE CALOR FAZEM A UMIDADE CAIR A 15%\u201d\u00a0\u2013\u00a0T\u00c2NIA PARMA, arquiteta e urbanista<\/strong><\/span><\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Premissas que pareciam modernas e adequadas aos engenheiros da d\u00e9cada de 1950 \u2013 como remover das cidades toda \u00e1gua de rios e c\u00f3rregos e abrir grandes avenidas para acolher a expans\u00e3o automobil\u00edstica e imobili\u00e1ria \u2013 hoje s\u00e3o questionadas pela urg\u00eancia em melhorar a qualidade de vida nas cidades do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>O casal de arquitetos T\u00e2nia Parma e Massafumi Yamato, de S\u00e3o Paulo, destina parte do seu tempo ao estudo de solu\u00e7\u00f5es para tornar a vida urbana mais sustent\u00e1vel. Desde 1999, eles investigam o tra\u00e7ado das nascentes e dos rios de S\u00e3o Paulo junto com o ge\u00f3grafo Guilherme Schultzer.<\/p>\n<p>Seu objetivo com esse levantamento \u00e9 encontrar meios de reverter a ocorr\u00eancia das ilhas de calor, uma altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que se manifesta, especialmente, nos per\u00edodos mais frios quando h\u00e1 longa temporada sem chuva.<\/p>\n<p>\u201cOnde se forma uma ilha de calor h\u00e1 uma eleva\u00e7\u00e3o de temperatura de cerca de 7\u00ba Celsius, em m\u00e9dia. Mas a diferen\u00e7a pode alcan\u00e7ar 10\u00ba ou 12\u00ba em rela\u00e7\u00e3o a \u00e1reas menos povoadas e com mais vegeta\u00e7\u00e3o na periferia da cidade\u201d, explica Yamato, que ensina Urbanismo na Escola da Cidade, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10255\" aria-describedby=\"caption-attachment-10255\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10255 size-full\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/04_massa_tania_4.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10255\" class=\"wp-caption-text\">VIDA SUSTENT\u00c1VEL Os arquitetos Massafumi Yamato e T\u00e2nia Parma sugerem micro\u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental na cidade para controlar altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u2013 Foto: Luiza Sigulem<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ilhas de calor causam doen\u00e7as<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o traz outros danos. Com a eleva\u00e7\u00e3o de temperatura, part\u00edculas em suspens\u00e3o no ar s\u00e3o atra\u00eddas, o que aumenta a polui\u00e7\u00e3o e leva \u00e0 queda da umidade relativa do ar.<\/p>\n<p>\u201cEm vez de termos 80% de umidade relativa do ar, o que seria normal e bom para a sa\u00fade humana, em S\u00e3o Paulo as ilhas de calor fazem essa umidade cair a 15%, o que \u00e9 muito ruim. Isso ocorre em locais como o Pari, a Lapa, o Bixiga, entre muitos outros bairros\u201d, explica a urbanista T\u00e2nia.<\/p>\n<p>O alcance estimado desse fen\u00f4meno, que \u00e9 influenciado tamb\u00e9m pelos ventos, \u00e9 de 30 quil\u00f4metros ao redor do ponto mais alto da cidade, a avenida Paulista. A sa\u00fade \u00e9 duramente afetada.<\/p>\n<p>\u201cNesses per\u00edodos, os pronto-socorros ficam lotados de crian\u00e7as e adultos com problemas respirat\u00f3rios\u201d, atesta o m\u00e9dico Igor Pol\u00f4nio, chefe do ambulat\u00f3rio de Pneumologia da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo. Dessa categoria fazem parte as rinites, sinusites, gripes, bronquites e a pneumonia.<\/p>\n<p>A origem das ilhas de calor urbanas est\u00e1 na concentra\u00e7\u00e3o de grandes popula\u00e7\u00f5es em \u00e1reas muito adensadas, repletas de pr\u00e9dios, com vegeta\u00e7\u00e3o escassa, excessiva impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo (asfaltamento e cal\u00e7adas) e polui\u00e7\u00e3o. Pensando numa maneira de reverter essa situa\u00e7\u00e3o, os arquitetos decidiram se concentrar no bairro do Bixiga, que soma todas essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>A ideia era gerar um modelo a ser aplicado em outras \u00e1reas, ajustado conforme suas especificidades. Com os mapas na m\u00e3o, T\u00e2nia e Yamato perderam a conta de quantas vezes subiram a ladeira da rua Rocha, que identificaram como parte de uma grota \u2013 esp\u00e9cie de anfiteatro natural onde est\u00e3o as nascentes que ir\u00e3o alimentar os rios Tiet\u00ea e Pinheiros e as que formam o c\u00f3rrego Saracura Pequeno, que foi canalizado. O cora\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 criar ali um pequeno parque de recupera\u00e7\u00e3o ambiental urbano, com cerca de dois quil\u00f4metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os arquitetos prop\u00f5em a abertura das nascentes, a renaturaliza\u00e7\u00e3o do c\u00f3rrego (removendo a canaliza\u00e7\u00e3o para que volte a correr a c\u00e9u aberto) e a manuten\u00e7\u00e3o de uma intensa vegeta\u00e7\u00e3o nas encostas do rio (a mata ciliar). O efeito desse rearranjo \u00e9 potente.<\/p>\n<p>\u201cEssa mudan\u00e7a promove um aumento da reten\u00e7\u00e3o das \u00e1guas das chuvas e maior infiltra\u00e7\u00e3o no solo, o que controla os pontos de alagamento, reduzindo o potencial para enchentes, que chamamos de \u00e1reas cr\u00edticas ambientais. O aumento de permeabilidade, reten\u00e7\u00e3o e arboriza\u00e7\u00e3o restaura a evapotranspira\u00e7\u00e3o das plantas, devolvendo a umidade do ar\u201d, explica T\u00e2nia.<\/p>\n<p>Tudo isso leva a temperaturas mais amenas, melhorando a qualidade do ar e a sa\u00fade respirat\u00f3ria. \u201cA soma de pequenas a\u00e7\u00f5es, como a renaturaliza\u00e7\u00e3o do c\u00f3rrego no Bixiga, pode dar excelentes resultados\u201d, diz a arquiteta. \u201cSe voc\u00ea fizer isso com todas as nascentes que v\u00e3o para os rios Tamanduate\u00ed, Pinheiros e Tiet\u00ea, teremos uma revers\u00e3o do processo.\u201d<\/p>\n<p>Em 2014, uma vers\u00e3o mais encorpada do projeto foi uma das oito propostas premiadas no concurso Ensaios Urbanos, organizado pela prefeitura e o Instituto dos Arquitetos do Brasil para a discuss\u00e3o de mudan\u00e7as na lei de zoneamento da cidade e seu plano diretor. Al\u00e9m do estudo do caso do Bixiga, o projeto adaptou o modelo para os bairros da Pompeia, Aclima- \u00e7\u00e3o e Cambuci e incluiu a proposta de cria\u00e7\u00e3o de micro\u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental urbanas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adotaram exatamente o que sugerimos, mas o projeto serviu de refer\u00eancia para uma mudan\u00e7a que elevou de 15% para 25% a taxa de permeabilidade do solo\u201d, explica Yamato.<\/p>\n<p>Significa que 25% do terreno dos projetos de constru\u00e7\u00e3o aprovados a partir de 2016, quando foi publicada a lei, deve ser de piso perme\u00e1vel para garantir que a \u00e1gua possa se infiltrar no solo. A medida n\u00e3o pareceu incomodar construtoras que atuam na zona oeste da cidade. \u201cA lei de zoneamento \u00e9 din\u00e2mica, e vai se aprimorando ao longo do tempo\u201d, diz Yamato, que espera ver a proposta integralmente implementada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ativismo das \u00e1guas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10270\" aria-describedby=\"caption-attachment-10270\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10270\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Eis-que-h\u00e1-um-trecho-em-que-o-C\u00f3rrego-Anhanguera-fica-vis\u00edvel-e-se-encontra-com-o-C\u00f3rrego-do-Pacaembu-que-juntos-seguem-at\u00e9-o-Tiet\u00ea.jpg\" width=\"600\" height=\"450\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10270\" class=\"wp-caption-text\">Um-trecho em que o C\u00f3rrego Anhanguera ficavis\u00edvel e se encontra com o C\u00f3rrego do Pacaembu que juntos seguem at\u00e9 o Tiet\u00ea. Imagem: Aqui passa um Rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em suas m\u00faltiplas formas, o ativismo em defesa das \u00e1guas tem tamb\u00e9m uma ala que prefere atuar de maneira an\u00f4nima. \u00c9 uma turma que sai pela cidade em busca de nascentes para serem abertas e transformadas em laguinhos e fontes, mas quer dist\u00e2ncia da imprensa. Esse pessoal s\u00f3 concordou em falar \u00e0 Brasileiros com a garantia de que n\u00e3o publicar\u00edamos seus nomes.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma medida preventiva. Queremos evitar que o deslumbramento da microfama corroa a rela\u00e7\u00e3o entre os envolvidos\u201d, resume um dos integrantes, um professor de escola p\u00fablica de 40 anos.<\/p>\n<p>Na Vila Romana, por exemplo, eles escavaram perto de um morro at\u00e9 achar uma fonte que vivia apenas na mem\u00f3ria de moradores mais antigos. Restaurada, ela virou ponto de encontro. Hist\u00f3rias como essa podem ser lidas no site desses ativistas an\u00f4nimos, o hezbolago.wordpress.com.<\/p>\n<p>Ali, eles registram cada passo de suas a\u00e7\u00f5es e discutem a cidade que temos e a que queremos. \u201cEm vez de sofrer S\u00e3o Paulo, precisamos viver S\u00e3o Paulo\u201d, diz um dos an\u00f4nimos\u00a0ca\u00e7adores de nascentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<h3><em><strong><span style=\"color: #000000;\">AQUI PASSAVA UM VIADUTO. E ELE FOI IMPLODIDO<\/span><\/strong><\/em><\/h3>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10261\" aria-describedby=\"caption-attachment-10261\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10261 size-full\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Box_3_maxresdefault.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10261\" class=\"wp-caption-text\">DE VOLTA DO INFERNO O rio Cheong Gye Cheon, em Seul, na Coreia do Sul, que estava sorretado sob uma via expressa, foi reaberto e despolu\u00eddo em quatro anos. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O descaso com os rios n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio brasileiro. Dados da Comiss\u00e3o Mundial das \u00c1guas apontam que os 500 maiores rios do planeta est\u00e3o polu\u00eddos. Por\u00e9m\u00a0h\u00e1 exemplos inspiradores de investimento na limpeza e revitaliza\u00e7\u00e3o de rios como o Sena (Fran\u00e7a), o T\u00e2misa (Reino Unido), o Tejo (Portugal) e o Reno, que cruza seis pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>De todos esses, talvez seja a renaturaliza\u00e7\u00e3o do rio Cheong\u00a0Gye Cheon, em Seul, na Coreia do Sul, a que guarda mais semelhan\u00e7as com o que acontece em S\u00e3o Paulo. Na d\u00e9cada de 1950, todo o esgoto de cerca de dez milh\u00f5es de pessoas era despejado diretamente no rio Cheong\u00a0Gye Cheon, que representava um grande problema de saneamento e foi canalizado.<\/p>\n<p>Em 1968, a \u00e1rea por onde ele corrria se tornou um centro comercial e seu leito cedeu lugar a um viaduto gigantesco, com seis pistas. Trinta e cinco anos depois, a cidade passou por um importante processo de reurbaniza\u00e7\u00e3o. E ainda que alguns moradores lamentassem o fim das vias expressas, o viaduto foi implodido em 2003 para que as \u00e1guas do rio voltassem a correr a c\u00e9u aberto. Em quatro anos, o rio foi completamente limpo e hoje \u00e9 uma das mais belas paisagens de Seul, com pra\u00e7as, luzes, fontes, peixes, exposi\u00e7\u00f5es e at\u00e9 gente lavando roupa.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o dos 5,8 quil\u00f4metros desse rio custou cerca de US$ 370 milh\u00f5es e veio associada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de uma nova pol\u00edtica de transporte p\u00fablico e a cria\u00e7\u00e3o de parques lineares, para aumentar a quantidade de \u00e1reas verdes. Como consequ\u00eancia da interven\u00e7\u00e3o, a temperatura da cidade caiu 3,6\u00b0C.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a reabertura do rio Saw Mills, que fica em Yonkers, um sub\u00farbio de Nova York, tamb\u00e9m revigorou a regi\u00e3o. Fechado em galerias na d\u00e9cada de 1920, 70 anos depois o rio havia se tornado um dep\u00f3sito de metais pesados, como c\u00e1dmio e merc\u00fario, despejados pelas ind\u00fastrias ao redor. Em 2010, por\u00e9m, tamb\u00e9m como\u00a0resultado de uma interven\u00e7\u00e3o urbana e de press\u00e3o\u00a0da comunidade, voltou a correr ao ar livre por 250 metros, configurando uma disputada \u00e1rea de lazer e moradia. Evidentemente, a\u00e7\u00f5es como essas dependem do comprometimento do poder p\u00fablico com mudan\u00e7as ambientais. Mas tudo come\u00e7a pelo entendimento do poder transformador que o resgate dessas \u00e1guas pode ter nas nossas vidas.<\/p>\n<p>COMO ABRIR NASCENTES<\/p>\n<p>Em geral, elas est\u00e3o em lugares altos ou terrenos inclinados, como barrancos. Mas, para encontr\u00e1-las e se certificar de que o achado \u00e9 mesmo um veio de \u00e1gua, \u00e9 preciso que re\u00fanam algumas caracter\u00edsticas. Caso contr\u00e1rio, existe a possibilidade de que a \u00e1gua escapando da terra seja o vazamento de cano. Para evitar esse dissabor, o ge\u00f3grafo Luiz de Campos, da iniciativa Rios &amp; Ruas, tem dicas importantes: \u201cUma nascente tem um fluxo de \u00e1gua mais ou menos constante chegando \u00e0 superf\u00edcie. Quanto \u00e0 temperatura, voc\u00ea ter\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que ela est\u00e1 fresca em dia quente e morna em dia frio. Outro ind\u00edcio \u00e9 a presen\u00e7a de musgo ao redor dessa \u00e1gua. A \u00e1gua tratada e clorada impede que o ele\u00a0cres\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA exist\u00eancia de plantas como a taioba e a taboa, que preferem terrenos encharcados, tamb\u00e9m sugere a proximidade de uma nascente\u201d, diz Campos. Todas essas pistas devem estar presentes. A etapa seguinte \u00e9 a abertura da nascente. \u00c9 importante observar se n\u00e3o h\u00e1 uma rede de drenagem sob a \u00e1gua e ver por onde a \u00e1gua da nascente ser\u00e1 escoada. \u201cToda \u00e1gua que entra tem que sair\u201d, diz Campos. E \u00e9 bom arrumar o local antes do fim da escava\u00e7\u00e3o, para conquistar a comunidade. Enquanto uns cavam, outros fazem o paisagismo e colocam peixes para comer as larvas de mosquito. A medida \u00e9 essencial em tempos de dengue, zika e chikungunya.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Como encontrar uma nascente em S\u00e3o Paulo\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CgIVfCBtUok?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1GUAS RESGATADAS<\/p>\n<p>O ativismo em defesa das \u00e1guas est\u00e1 mudando a cara da metr\u00f3pole paulistana. Conhe\u00e7a algumas situa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>PRA\u00c7A DA NASCENTE, POMPEIA<br \/>\nEm 2013, a \u00e1rea come\u00e7ou a ser revitalizada por um coletivo de moradores e ativistas, o Ocupe &amp; Abrace. Onde antes havia lixo e relatos de viol\u00eancia, surgiu um laguinho ao redor da nascente do c\u00f3rrego \u00c1gua Preta. Hoje, o lugar tem intensa atividade cultural e social<\/p>\n<p>BICA DA VILA ROMANA<br \/>\nGuiados pelas dicas de antigos moradores, ativistas encontram na rua B\u00e1rbara Heliodora, na Vila Romana, uma bica que passou d\u00e9cadas enterrada. A perfura\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em junho de 2015. A popula\u00e7\u00e3o local passou a cuidar da fonte, que virou um ponto de visita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>LAGOS DA VILA S\u00d4NIA<br \/>\nAs nascentes que formam os sete lagos criados na Pra\u00e7a Jos\u00e9 Oria, na Vila S\u00f4nia, em 2015, s\u00e3o de um c\u00f3rrego desaparecido dos mapas oficiais desde 1930. Trata-se de um afluente canalizado do Pirajussara, um dos rios mais importantes da cidade e que corre sob a avenida Eliseu de Almeida, no Butant\u00e3<\/p>\n<p>PARQUE DA FONTE DO PEABIRU<br \/>\nNo Morro do Querosene, a 30 minutos da avenida Paulista existe um terreno de 39.000 m2 em estado de abandono. Ali h\u00e1 resqu\u00edcios de Mata Atl\u00e2ntica e as nascentes do rio Peabiru. A luta pela cria\u00e7\u00e3o de um parque para preservar esse tesouro mobiliza a comunidade h\u00e1 mais de 15 anos<\/p>\n<p>C\u00d3RREGO DO JARDIM BOT\u00c2NICO<br \/>\nCanalizado por d\u00e9cadas, o c\u00f3rrego Pirarung\u00e1ua, afluente do hist\u00f3rico Riacho do Ipiranga, foi reaberto em 2008. A constru\u00e7\u00e3o de uma passarela e a recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa transformaram-no na mais nova atra\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mat\u00e9ria original de\u00a0<span style=\"color: #003300;\"><a style=\"color: #003300;\" href=\"http:\/\/brasileiros.com.br\/2016\/09\/aqui-passa-um-rio-e-ele-esta-vivo\/\">M\u00f4nica Tarantino<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Voc\u00ea sabia que existem rios, fontes e c\u00f3rregos que fluem nos subterr\u00e2neos da capital paulistana? Como o do C\u00f3rrego Saracura , que nasce na altura da Avenida \u00a0Paulista,\u00a0corre por baixo da Avenida 9 de Julho e vai at\u00e9 a Pra\u00e7a da Bandeira &#8211; (invis\u00edvel na\u00a0foto\u00a0que ilustra a mat\u00e9ria e a imagem acima de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34566,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[194],"tags":[],"class_list":["post-34565","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agua"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34565"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34565\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}