{"id":34835,"date":"2015-04-17T19:54:49","date_gmt":"2015-04-17T22:54:49","guid":{"rendered":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/2015\/04\/17\/producao-alimentar-2-alimentos-seguros-na-cadeia-alimentar-global-actual\/"},"modified":"2015-04-17T19:54:49","modified_gmt":"2015-04-17T22:54:49","slug":"producao-alimentar-2-alimentos-seguros-na-cadeia-alimentar-global-actual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cliente.rezeta.com.br\/diario2\/2015\/04\/17\/producao-alimentar-2-alimentos-seguros-na-cadeia-alimentar-global-actual\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o Alimentar 2. Alimentos seguros na cadeia alimentar global actual"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/71.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-184\" alt=\"71\" src=\"https:\/\/diarioverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/71.jpg\" width=\"470\" height=\"302\" \/><\/a><\/p>\n<p><i>As expectativas do consumidor por alimentos seguros, de elevada qualidade e a pre\u00e7os acess\u00edveis s\u00e3o elevadas. Este artigo foca-se nos esfor\u00e7os efectuados por todas as partes interessadas da cadeia alimentar para assegurar a seguran\u00e7a e a qualidade dos alimentos que chegam ao mercado e discute os desafios do complexo sistema global da cadeia de abastecimento alimentar.<\/i><\/p>\n<p><b>O que \u00e9 a seguran\u00e7a alimentar?<\/b><br \/>\nA Seguran\u00e7a Alimentar \u00e9 um conceito no qual \u2018os alimentos n\u00e3o far\u00e3o mal ao consumidor a partir do momento em que se sigam as linhas de orienta\u00e7\u00e3o para a sua prepara\u00e7\u00e3o e consumo\u2019.<sup>1<\/sup>\u00a0Os alimentos que ingerimos actualmente est\u00e3o menos expostos a determinados riscos do que no passado, dado que as medidas de gest\u00e3o do risco para preven\u00e7\u00e3o e controlo sofreram melhorias (p. ex., atrav\u00e9s dos m\u00e9todos de preserva\u00e7\u00e3o como pasteuriza\u00e7\u00e3o, melhores pr\u00e1ticas de higiene, melhoria das condi\u00e7\u00f5es de armazenamento e transporte e melhores pr\u00e1ticas de utiliza\u00e7\u00e3o de agroqu\u00edmicos).<sup>2,3<\/sup><\/p>\n<p><b>Resposta europeia a problemas de seguran\u00e7a alimentar<\/b><br \/>\nA UE refor\u00e7ou a sua aten\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a dos alimentos e ra\u00e7\u00f5es animais na sequ\u00eancia de incidentes como os primeiros casos confirmados de Encefalopatia Espongiforme Bovina (\u201cdoen\u00e7a das vacas loucas\u201d) no Reino Undo em 1986, da contamina\u00e7\u00e3o dos alimentos e das ra\u00e7\u00f5es na B\u00e9lgica (1999) e das aflotoxinas nos pist\u00e1chios (1998).<sup>4,5<\/sup>\u00a0Foi desenvolvida uma abordagem integrada focada na avalia\u00e7\u00e3o do risco e surgiu nova legisla\u00e7\u00e3o que tornou obrigat\u00f3rios a rastreabilidade, as pr\u00e1ticas de higiene, a\u00a0an\u00e1lise dos perigos e controlo dos pontos cr\u00edticos (HACCP)\u00a0e a retirada de produtos n\u00e3o seguros do mercado. Estabeleceu-se a Autoridade Europeia para a Seguran\u00e7a dos Alimentos (202) para suportar a avalia\u00e7\u00e3o do risco dos alimentos e ra\u00e7\u00f5es.<sup>5-7<\/sup>\u00a0A seguran\u00e7a alimentar \u00e9, na Europa, uma prioridade para os governos e para o sector privado.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a alimentar \u00e9 uma responsabilidade partilhada do campo \u00e0 mesa; depende dos esfor\u00e7os de todos os envolvidos na cadeia alimentar (produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, processamento, transporte, produ\u00e7\u00e3o de alimentos e consumo). Os produtores de alimentos, atrav\u00e9s da cadeia de abastecimento alimentar, s\u00e3o obrigados a operar sistemas de gest\u00e3o efectivos de seguran\u00e7a alimentar (sistemas de preven\u00e7\u00e3o de riscos), nomeadamente HACCP, boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas. Estes devem ser suportados por programas de pr\u00e9-requisitos, por exemplo, forma\u00e7\u00f5es aos colaboradores, limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o efectivas, controlo de alerg\u00e9nios, controlo de pestes e programas de monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<sup>8-10<\/sup>\u00a0As auditorias de seguran\u00e7a alimentar asseguram que estes procedimentos s\u00e3o levados a cabo de forma consistente e efectiva.<sup>1,11<\/sup>\u00a0Os consumidores necessitam igualmente de estar atentos e de institu\u00edrem boas pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a alimentar na sua vida di\u00e1ria (p. ex., devem seguir as instru\u00e7\u00f5es de armazenamento e confec\u00e7\u00e3o dos alimentos, verificar os\u00a0prazos de validade\u00a0dos produtos e terem boas pr\u00e1ticas de\u00a0higiene\u00a0pessoal e na cozinha).<\/p>\n<p><b>Benef\u00edcios e desvantagens da cadeia de abastecimento alimentar global<\/b><br \/>\nA ind\u00fastria alimentar europeia n\u00e3o est\u00e1 isolada; \u00e9 parte integrante da complexa cadeia de abastecimento alimentar global. Isto permite \u00e0 ind\u00fastria fornecer alimentos frescos e acess\u00edveis ao consumidor durante todo o ano. Para os produtores de alimentos, o fornecimento de produtos internacionais permite poupar custos e ter ingredientes dispon\u00edveis de forma cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Paralelamente a estas vantagens, h\u00e1 complexidades e desafios no que diz respeito a conseguir-se assegurar a higiene e seguran\u00e7a dos alimentos produzidos em regi\u00f5es geogr\u00e1ficas distantes e que permane\u00e7am seguros para consumo quando chegam ao consumidor. As cadeias de abastecimento alimentar longas est\u00e3o sujeitas a maiores tempos de transporte, maior risco de estragos e deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade ou at\u00e9 perda de bens durante o transporte. A rastreabilidade dos produtos alimentares ao longo destes complexos sistemas da cadeia alimentar exige esfor\u00e7os consider\u00e1veis.<sup>7<\/sup><\/p>\n<p>A fraude alimentar, uma pr\u00e1tica ilegal que deriva, frequentemente, de interesses econ\u00f3micos poder\u00e1 constituir um desafio adicional \u00e0 seguran\u00e7a alimentar. Enquanto a\u00a0fraude alimentar\u00a0n\u00e3o compromete necessariamente a seguran\u00e7a alimentar, alguns incidentes de fraude alimentar (p. ex., adultera\u00e7\u00e3o das f\u00f3rmulas infantis com melamina na China, em 2008) resultaram em consequ\u00eancias s\u00e9rias de sa\u00fade p\u00fablica. Outros incidentes de fraude alimentar revelam vulnerabilidades nos sistemas que asseguram a qualidade da cadeia de abastecimento alimentar (p. ex., a dilui\u00e7\u00e3o de azeite e \u00f3leo de girasol com outros \u00f3leos mais baratos, a mistura n\u00e3o declarada de xarope de glicose com mel, a adultera\u00e7\u00e3o dos produtos de carne bovina com outras carnes mais econ\u00f3micas e a adultera\u00e7\u00e3o do arroz Basmati com outras variedades de arroz menos dispendiosas). A Comiss\u00e3o Europeia apresentou um plano de ac\u00e7\u00e3o para refor\u00e7ar os controlos e combater a fraude alimentar na cadeia de abastecimento alimentar europeu.<sup>12-14<\/sup><\/p>\n<p><b>Normas e pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a alimentar<\/b><br \/>\nDesde 1963, que a\u00a0Comiss\u00e3o do Codex Alimentarius\u00a0tem vindo a providenciar uma s\u00e9rie de normas internacionais relativas aos alimentos, linhas de orienta\u00e7\u00e3o (p. ex., Linhas de orienta\u00e7\u00e3o para os sistemas de controlo dos alimentos importados) e c\u00f3digos de boas pr\u00e1ticas (p. ex., C\u00f3digo de pr\u00e1tica para a preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o dos frutos de casca rija por aflatoxinas). Estas normas servem frequentemente de suporte para o estabelecimento da legisla\u00e7\u00e3o nacional, que auxilia na harmoniza\u00e7\u00e3o internacional da regula\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar e suporta o objectivo de assegurar \u2018alimentos bons e seguros para toda a gente, em qualquer lugar\u2019.<sup>15-17<\/sup><\/p>\n<p><b>Para continuar\u2026\u00a0<\/b><br \/>\nNeste artigo explicamos como \u00e9 que se pode assegurar, com confian\u00e7a, a seguran\u00e7a alimentar atrav\u00e9s dos sistemas de gest\u00e3o, das medidas que asseguram os controlos de forma efectiva e atrav\u00e9s dos esfor\u00e7os de todas as partes envolvidas, do campo \u00e0 mesa. No pr\u00f3ximo n\u00famero do Food Today, iremos discutir a produ\u00e7\u00e3o ambientalmente sustent\u00e1vel, essencial num mundo com recursos naturais esgot\u00e1veis.<\/p>\n<p><b>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/b><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.eufic.org\/article\/pt\/artid\/O-que-Codex-Alimentarius\/\" target=\"_blank\">Instituto Federal para Avalia\u00e7\u00e3o do Risco (BfR)(2014). EU Food Safety Almanac. Berlin, Germany: Federal Institute for Risk Assessment (BfR).<\/a><\/p>\n<p><b>References<\/b><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/www.iso.org\/obp\/ui\/%20-%20iso:std:iso:22000:ed-1:v1:en\/%20-%20iso:std:iso:22000:ed-1:v1:en\/\">ISO22000 Sistemas de Gest\u00e3o de Seguran\u00e7a Alimentar ISO22000:2005 (en) online browsing platform<\/a>.<\/li>\n<li>EUFIC (2006). Food safety. EUFIC The Basics n<sup>o<\/sup>\u00a06.<\/li>\n<li>EUFIC (2013). Food allergens. EUFIC Review.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/ec.europa.eu\/dgs\/health_consumer\/library\/pub\/pub06_pt.pdf\" target=\"_blank\">Comiss\u00e3o das Comunidades Europeias (2000). Livro Branco sobre a Seguran\u00e7a dos Alimentos.<\/a><\/li>\n<li>Comiss\u00e3o Europeia (2007). 50 years of Food Safety in the European Union.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.eufic.org\/article\/pt\/artid\/Controlo-Seguranca-Alimentar-Uniao-Europeia\/\" target=\"_blank\">EUFIC (2011). Controlos de Seguran\u00e7a Alimentar na Uni\u00e3o Europeia. EUFIC Food Today n<sup>o<\/sup>\u00a079<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.eufic.org\/article\/pt\/artid\/Rastreabilidade_Alimentar_pilar_fundamental_da_politica_de_seguranca_alimentar_da_UE\/\" target=\"_blank\">EUFIC (2014). Rastreabilidade Alimentar: a pedra angular da pol\u00edtica de seguran\u00e7a alimentar na UE. EUFIC Food Today n<sup>o<\/sup>\u00a091<\/a>.<\/li>\n<li>Stier RF (2012). Prerequisite Programs Help Ensure Safety and Meet Auditor Scrutiny, Food Safety Magazine.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.eufic.org\/article\/pt\/artid\/Food-industry-standards-focus-on-HACCP\/\" target=\"_blank\">EUFIC (2013). Padr\u00f5es da ind\u00fastria alimentar \u2013 foco no HACCP. EUFIC Food Today n<sup>o<\/sup>\u00a085<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.fao.org\/prods\/gap\/\" target=\"_blank\">FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) website, Good Agricultural Practices<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.fao.org\/docrep\/016\/ap236e\/ap236e.pdf\" target=\"_blank\">FAO (2010). Private food safety standards: their role in food safety regulation and their impact. Rome, Italy: FAO.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/j.1750-3841.2012.02657.x\/abstract;jsessionid=3E03CC09A0043F8DC8B2082ACB38E523.f04t02\" target=\"_blank\">Moore JC, Spink J &amp; Lipp M (2012). Development and application of a database of food ingredient fraud and economically motivated adulteration from 1980 to 2010. Journal of Food Science 77(4):R118-R126.<\/a><\/li>\n<li>Johnson R (2014). Food fraud and \u201ceconomically motivated adulteration\u201d of food and food ingredients. USA: Congressional Research Service.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.eufic.org\/article\/pt\/page\/FTARCHIVE\/artid\/Tackling_food_fraud_in_Europe\/\" target=\"_blank\">EUFIC (2013). Plano de ac\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia para combate \u00e0 fraude alimentar. EUFIC Food Today n<sup>o<\/sup>\u00a090<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.codexalimentarius.org\/\" target=\"_blank\">Codex Alimentarius website, Introduction section<\/a>.<\/li>\n<li>Codex Alimentarius (2003). General principles of food hygiene. CAC\/RCP 1-1969 Rev. 2003.<\/li>\n<li>Codex Alimentarius (2010) Code of practice for the prevention and reduction of aflatoxin contamination in tree nuts. CAC\/RCP-2005 Rev. 2010.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As expectativas do consumidor por alimentos seguros, de elevada qualidade e a pre\u00e7os acess\u00edveis s\u00e3o elevadas. 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